sábado, 19 de dezembro de 2009

significado do Natal

Interrogo-me qual é o significado do Natal,
se continua a fome e violência neste tempo,
afinal será que evoluímos, ou vencerá o mal?
quando será que ás nações é dado sentimento?



Os bens materiais, parecem ser a única meta
quando devia, agora, prevalecer o espiritual,
deviamos olhar com os olhos da alma secreta
e aliviar sofrimentos, nosso almejado ideal!



Enxugar lágrimas envergonhadas e silenciosas,
devia ser o objectivo das pessoas afectuosas,
em lugar de prendas caras dadas por obrigação!



Prestigiar com respeito, essas almas amorosas,
pegar com ternura na mão com perfume de rosas,
devia ser a herança do Divino Mestre do perdão!

Significado do Natal

Celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha.
A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e levando todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida. Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de Sacae, a versão também contava com escravos tomando lugar de seus mestres.
A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra.
Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.
Apenas após a cristianização do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. Conta a Bíblia que um anjo, ao visitar Maria, disse que ela daria a luz ao filho de Deus e que seu nome seria Jesus. Quando Maria estava prestes a ter o bebê, o casal viajou de Nazaré, onde viviam, para Belém a fim de realizar um alistamento solicitado pelo imperador, chegando na cidade na noite de Natal. Como não encontraram nenhum lugar com vagas para passar a noite, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e cabras, Jesus nasceu, sendo enrolado com panos e deitado em uma manjedoura (objeto usado para alimentar os animais).
Pastores que estavam com seus rebanhos próximo ao local foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso, voltando depois para seus reinos e espalhando a notícia de que havia nascido o fiho de Deus.
A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C.. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados.

Qual a origem do costume da ceia?

Nossa mais antiga tradição do Natal dá conta que era costume das famílias irem à Missa do Galo, celebrada à meia-noite do dia 24 de dezembro. Como a comunhão exigia jejum prolongado, antigamente até mesmo de um dia, as famílias preparavam a princípio um lanche e , com o passar do tempo, ceias cada vez mais elaboradas. O peru, por exemplo, é uma incorporação que fizemos do costume americano presente no "Dia de Ação de Graças". O bolo é tradição ibérica; o panetone, italiana, as frutas, em especial a uva, da Europa Oriental. O mais exótico são as frutas secas, castanhas, etc. Frutos do inverno europeu que não precisávamos adotar em nosso país, mas que optamos em honra à lembrança e depois à memória dos emigrantes.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

‘Ó paí, ó’ é indicado ao Emmy Internacional!

seg, 05/10/09
por TV Globo |
categoria Bastidores



Na manhã desta segunda-feira, 5/10, em Cannes (França), o seriado “Ó pai, ó” foi indicado ao Emmy Internacional, a grande premiação da TV mundial. A trama, que teve direção geral de Monique Gardenberg e redação final de Jorge Furtado, Guel Arraes e Mauro Lima, concorre na categoria de melhor comédia. Os nomes dos vencedores desta edição do Emmy Internacional serão revelados dia 23/11, em Nova York.

“Ó pai, ó” foi exibida pela TV Globo entre outubro e dezembro de 2008, como programa semanal. Originada no filme homônimo exibido nos cinemas em 2007, a série é uma co-produção com a Dueto Filmes. O foco da trama é a vitalidade, o estilo de vida e o jeito de ser do povo baiano, representado por personagens carismáticos interpretados por atores como Lázaro Ramos, Matheus Nachtergaele, Tânia Toko e Lyu Arison.

Em breve, uma segunda temporada de “Ó pai, ó” chegará à tela da Globo. Aguarde!

Ó PAÍ Ó

CRÍTICA - Ó, PAI, Ó -  O primeiro a se interessar pela história foi Caetano Veloso, projeto arquivado, ressurgiu pelas mãos de Monique Gardenberg (Benjamim/2004). É a primeira versão de uma história encenada no palco pelo Bando de Teatro Olodum, grupo de onde saiu Lázaro Ramos, seu mais célebre ex-membro, também produtor do filme.
O texto de Márcio Meirelles de nome homônimo foi montado pelo grupo em 1992. A ação se passa num cortiço no pelourinho, no último dia de carnaval, onde moram diversos "tipos" de Salvador. Caricaturas e clichês cinematográficos não são as melhores opções de marketing para mostrar o que a Bahia passui.
Quem já viu o Bando no palco, sabe que o discurso do grupo é mais ácido e sacal do que o filme mostra. Há comicidade, politicagem, conflitos e muito planfletarismo que no teatro resulta em protesto. Já no cinema.....
Na sessão que acompanhei um casal "branco" atrás, ria e fazia chacota de tudo o que acontecia no filme. Da nudez de Rosa (Emmanuelle Araújo) aos personagens gays, as danças e até os globais Wagner Moura e Lázaro Ramos, foram motivos de comentários depreciatórios. 
Não há crítica social no filme - o que contradiz o discurso do grupo - apenas demonstrações de tipos esteriotipados. Do mecânico fogoso que aspira ser cantor (algo que lembra Toni Garrido em "Orfeu" de Cacá Diegues, na cena em que canta e toca violão) passando pela baiana do acarajé, a religiosa (a ótima Luciana de Souza) - que vê no carnaval uma manifestação do diabo, a mau falada, a parteira, entre outros. Os famosos que lotam o carnaval, o falso candomblé, greve dos professores, guias turísticos, a violência das ruas, o fato dos gringos curtirem bunda e a americanização da linguagem do povo para poder receber os estrangeiros e até um catador de latinha credenciado transitam com superficialidade pelo filme.
A graça reside no dialeto peculiar dos baianos que resulta em tiradas rápidas e engraçadas. O didatismo do filme "Use Camisinha" e a frase dita por Daniela Mercury "Para o Nordeste o Brasil vira as costas", não tem nenhum propósito na trama além de soar como Déjà vu. Estamos bem cientes de tais problemas.
A direção de Ganderberg só faz reverenciar um povo e um grupo que merecia um melhor tratamento, e o cinema carece de outros artistas que não se restrinja á Wagner Moura e Lázaro Ramos.
Ó pai, ó, vai virar seriado em 2008 e pretende ampliar os conflitos do filme. Márcio Meirelles escreveu uma trilogia para retratar os conflitos que derivaram da iniciativa de Antônio Carlos Magalhães em tombar os edifícios do pelourinho e expulsar seus moradores. "Essa nossa praia" e "Bai, bai, Pelô", junto com "Ó pai, ó" serão explorados pela TV Globo.
É muito difícil que a Globo recrie os problemas da capital baiana, com a eficácia com que fez com Cidade dos Homens. Uma pena. O grupo e os conflitos que os permeiam, mereciam ser retratados com mais dignidade.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ACABA O SENSO DE HUMOR BRASILEIRO

Fiquei preocupado quando vi a reação indignada dos cariocas – e por extensão dos brasileiros -  diante da piadinha do Robin Williams.
É outro triste exemplo de como estamos  perdendo o senso de humor, nossa capacidade de auto-criticar, nos tornando cada vez mais hipócritas. Praticamente no mesmo dia onde estouraram os escândalos dos governadores corruptos escondendo dinheiro na roupa (já se viu algo mais patético?), ou seja, era isso que devia estar nos enchendo de indignação. Nas piadinhas mostradas fora de contexto.
Que moral a gente tem para cobrar uma boa imagem no exterior (alias isso é besteira, é o velho complexo de cachorro vira lata de que falava o Nelson Rodigues).
Já cansei de repetir que americano não acha nada da gente porque não tem a menor ideia de quem somos nós, de que no Brasil fala português e assim por diante.
Na verdade, não sabe também coisa alguma sobre qualquer outro país, a não ser seu bairro e no máximo, seu estado. É totalmente  centrado em seu umbigo e Brasil é uma visão distante e tropical e libertária.
Tudo na vida tem sempre mais de que um ponto de vista. Diante da piada de Robin Williams (e não Robbie Williams, aquele cantorzinho inglês que vive tirando a roupa), houve primeiro o espanto por ignorância.
Robin sempre foi um dos mais virulentos e atrevidos humoristas americanos, bem caótico, implacável, sem agenda política. Felizmente na tevê americano o humor floresce falando democraticamente mal de todo mundo (Bush sofreu muito e agora sofrem os humoristas porque Obama  não tem a mesma graça).
O que as pessoas não perceberam no Brasil, é que de certa maneira Robin estava até elogiando os brasileiros que foram espertos e deram aos organizadores das Olimpíadas, aquilo que eles queriam, ou seja, cocaína (Pó) e prostitutas.
Quem poderia ficar ofendido era o americano que foi incompetente, mesmo levando dois ícones máximos deles, a mulher de Obama e Oprah Winfrey. Ou seja, a piada era com eles e não com nós.
Aliás, como se nós hipocritamente agora estivéssemos fingindo que não temos cocaína de sobra nos morros cariocas e deus sabe onde no resto do país.
E que a prostituição, mesmo infantil, não fosse um problema gravíssimo ao qual as pessoas preferem fechar os olhos. É muito grave quando começamos a acreditar em nossa própria propaganda.
Saber rir e criticar nossos problemas é o primeiro passo para tentar modificá-los. Ficar indignado é para pessoas que entendem tudo literalmente, ao pé da letra.
Se queremos ser respeitados internacionalmente, que tal começar abrindo a cabeça. E o sorriso.