sábado, 19 de dezembro de 2009

significado do Natal

Interrogo-me qual é o significado do Natal,
se continua a fome e violência neste tempo,
afinal será que evoluímos, ou vencerá o mal?
quando será que ás nações é dado sentimento?



Os bens materiais, parecem ser a única meta
quando devia, agora, prevalecer o espiritual,
deviamos olhar com os olhos da alma secreta
e aliviar sofrimentos, nosso almejado ideal!



Enxugar lágrimas envergonhadas e silenciosas,
devia ser o objectivo das pessoas afectuosas,
em lugar de prendas caras dadas por obrigação!



Prestigiar com respeito, essas almas amorosas,
pegar com ternura na mão com perfume de rosas,
devia ser a herança do Divino Mestre do perdão!

Significado do Natal

Celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha.
A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e levando todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida. Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de Sacae, a versão também contava com escravos tomando lugar de seus mestres.
A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra.
Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.
Apenas após a cristianização do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. Conta a Bíblia que um anjo, ao visitar Maria, disse que ela daria a luz ao filho de Deus e que seu nome seria Jesus. Quando Maria estava prestes a ter o bebê, o casal viajou de Nazaré, onde viviam, para Belém a fim de realizar um alistamento solicitado pelo imperador, chegando na cidade na noite de Natal. Como não encontraram nenhum lugar com vagas para passar a noite, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e cabras, Jesus nasceu, sendo enrolado com panos e deitado em uma manjedoura (objeto usado para alimentar os animais).
Pastores que estavam com seus rebanhos próximo ao local foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso, voltando depois para seus reinos e espalhando a notícia de que havia nascido o fiho de Deus.
A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C.. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados.

Qual a origem do costume da ceia?

Nossa mais antiga tradição do Natal dá conta que era costume das famílias irem à Missa do Galo, celebrada à meia-noite do dia 24 de dezembro. Como a comunhão exigia jejum prolongado, antigamente até mesmo de um dia, as famílias preparavam a princípio um lanche e , com o passar do tempo, ceias cada vez mais elaboradas. O peru, por exemplo, é uma incorporação que fizemos do costume americano presente no "Dia de Ação de Graças". O bolo é tradição ibérica; o panetone, italiana, as frutas, em especial a uva, da Europa Oriental. O mais exótico são as frutas secas, castanhas, etc. Frutos do inverno europeu que não precisávamos adotar em nosso país, mas que optamos em honra à lembrança e depois à memória dos emigrantes.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

‘Ó paí, ó’ é indicado ao Emmy Internacional!

seg, 05/10/09
por TV Globo |
categoria Bastidores



Na manhã desta segunda-feira, 5/10, em Cannes (França), o seriado “Ó pai, ó” foi indicado ao Emmy Internacional, a grande premiação da TV mundial. A trama, que teve direção geral de Monique Gardenberg e redação final de Jorge Furtado, Guel Arraes e Mauro Lima, concorre na categoria de melhor comédia. Os nomes dos vencedores desta edição do Emmy Internacional serão revelados dia 23/11, em Nova York.

“Ó pai, ó” foi exibida pela TV Globo entre outubro e dezembro de 2008, como programa semanal. Originada no filme homônimo exibido nos cinemas em 2007, a série é uma co-produção com a Dueto Filmes. O foco da trama é a vitalidade, o estilo de vida e o jeito de ser do povo baiano, representado por personagens carismáticos interpretados por atores como Lázaro Ramos, Matheus Nachtergaele, Tânia Toko e Lyu Arison.

Em breve, uma segunda temporada de “Ó pai, ó” chegará à tela da Globo. Aguarde!

Ó PAÍ Ó

CRÍTICA - Ó, PAI, Ó -  O primeiro a se interessar pela história foi Caetano Veloso, projeto arquivado, ressurgiu pelas mãos de Monique Gardenberg (Benjamim/2004). É a primeira versão de uma história encenada no palco pelo Bando de Teatro Olodum, grupo de onde saiu Lázaro Ramos, seu mais célebre ex-membro, também produtor do filme.
O texto de Márcio Meirelles de nome homônimo foi montado pelo grupo em 1992. A ação se passa num cortiço no pelourinho, no último dia de carnaval, onde moram diversos "tipos" de Salvador. Caricaturas e clichês cinematográficos não são as melhores opções de marketing para mostrar o que a Bahia passui.
Quem já viu o Bando no palco, sabe que o discurso do grupo é mais ácido e sacal do que o filme mostra. Há comicidade, politicagem, conflitos e muito planfletarismo que no teatro resulta em protesto. Já no cinema.....
Na sessão que acompanhei um casal "branco" atrás, ria e fazia chacota de tudo o que acontecia no filme. Da nudez de Rosa (Emmanuelle Araújo) aos personagens gays, as danças e até os globais Wagner Moura e Lázaro Ramos, foram motivos de comentários depreciatórios. 
Não há crítica social no filme - o que contradiz o discurso do grupo - apenas demonstrações de tipos esteriotipados. Do mecânico fogoso que aspira ser cantor (algo que lembra Toni Garrido em "Orfeu" de Cacá Diegues, na cena em que canta e toca violão) passando pela baiana do acarajé, a religiosa (a ótima Luciana de Souza) - que vê no carnaval uma manifestação do diabo, a mau falada, a parteira, entre outros. Os famosos que lotam o carnaval, o falso candomblé, greve dos professores, guias turísticos, a violência das ruas, o fato dos gringos curtirem bunda e a americanização da linguagem do povo para poder receber os estrangeiros e até um catador de latinha credenciado transitam com superficialidade pelo filme.
A graça reside no dialeto peculiar dos baianos que resulta em tiradas rápidas e engraçadas. O didatismo do filme "Use Camisinha" e a frase dita por Daniela Mercury "Para o Nordeste o Brasil vira as costas", não tem nenhum propósito na trama além de soar como Déjà vu. Estamos bem cientes de tais problemas.
A direção de Ganderberg só faz reverenciar um povo e um grupo que merecia um melhor tratamento, e o cinema carece de outros artistas que não se restrinja á Wagner Moura e Lázaro Ramos.
Ó pai, ó, vai virar seriado em 2008 e pretende ampliar os conflitos do filme. Márcio Meirelles escreveu uma trilogia para retratar os conflitos que derivaram da iniciativa de Antônio Carlos Magalhães em tombar os edifícios do pelourinho e expulsar seus moradores. "Essa nossa praia" e "Bai, bai, Pelô", junto com "Ó pai, ó" serão explorados pela TV Globo.
É muito difícil que a Globo recrie os problemas da capital baiana, com a eficácia com que fez com Cidade dos Homens. Uma pena. O grupo e os conflitos que os permeiam, mereciam ser retratados com mais dignidade.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ACABA O SENSO DE HUMOR BRASILEIRO

Fiquei preocupado quando vi a reação indignada dos cariocas – e por extensão dos brasileiros -  diante da piadinha do Robin Williams.
É outro triste exemplo de como estamos  perdendo o senso de humor, nossa capacidade de auto-criticar, nos tornando cada vez mais hipócritas. Praticamente no mesmo dia onde estouraram os escândalos dos governadores corruptos escondendo dinheiro na roupa (já se viu algo mais patético?), ou seja, era isso que devia estar nos enchendo de indignação. Nas piadinhas mostradas fora de contexto.
Que moral a gente tem para cobrar uma boa imagem no exterior (alias isso é besteira, é o velho complexo de cachorro vira lata de que falava o Nelson Rodigues).
Já cansei de repetir que americano não acha nada da gente porque não tem a menor ideia de quem somos nós, de que no Brasil fala português e assim por diante.
Na verdade, não sabe também coisa alguma sobre qualquer outro país, a não ser seu bairro e no máximo, seu estado. É totalmente  centrado em seu umbigo e Brasil é uma visão distante e tropical e libertária.
Tudo na vida tem sempre mais de que um ponto de vista. Diante da piada de Robin Williams (e não Robbie Williams, aquele cantorzinho inglês que vive tirando a roupa), houve primeiro o espanto por ignorância.
Robin sempre foi um dos mais virulentos e atrevidos humoristas americanos, bem caótico, implacável, sem agenda política. Felizmente na tevê americano o humor floresce falando democraticamente mal de todo mundo (Bush sofreu muito e agora sofrem os humoristas porque Obama  não tem a mesma graça).
O que as pessoas não perceberam no Brasil, é que de certa maneira Robin estava até elogiando os brasileiros que foram espertos e deram aos organizadores das Olimpíadas, aquilo que eles queriam, ou seja, cocaína (Pó) e prostitutas.
Quem poderia ficar ofendido era o americano que foi incompetente, mesmo levando dois ícones máximos deles, a mulher de Obama e Oprah Winfrey. Ou seja, a piada era com eles e não com nós.
Aliás, como se nós hipocritamente agora estivéssemos fingindo que não temos cocaína de sobra nos morros cariocas e deus sabe onde no resto do país.
E que a prostituição, mesmo infantil, não fosse um problema gravíssimo ao qual as pessoas preferem fechar os olhos. É muito grave quando começamos a acreditar em nossa própria propaganda.
Saber rir e criticar nossos problemas é o primeiro passo para tentar modificá-los. Ficar indignado é para pessoas que entendem tudo literalmente, ao pé da letra.
Se queremos ser respeitados internacionalmente, que tal começar abrindo a cabeça. E o sorriso.

sábado, 28 de novembro de 2009

fim do apartaide no bloco ilê aiyê

No carnaval de 2010 de Salvador será possível ver foliões de pele clara cantando "eu sou Ilê", como prega a letra de "O mais belo dos belos", um dos hinos do tradicional bloco Ilê Aiyê. É que ele, até então considerado o mais negro dos blocos afros, que não aceitava brancos entre os seus associados - diferentemente de outras agremiações, como os Filhos de Gandhy -, começa a abrir espaço para esse público.
  • 07.02.2001 - Juca Varella/Folha Imagem O bloco Ilê Aiyê não aceitava brancos entre os seus associados - diferentemente de outras agremiações, como os Filhos de Gandhy

O primeiro passo será dado no desfile da quinta-feira de Carnaval, dia da abertura oficial da festa na capital baiana, quando o Ilê colocará no circuito Barra/Ondina o bloco Eu Também Sou Ilê. A confirmação é do próprio presidente da entidade, Antonio Carlos dos Santos.

A medida, contudo, já começa a provocar polêmica. Há quem veja uma quebra na tradição da entidade de 35 anos e de seus objetivos de "preservar, valorizar e expandir a cultura afrobrasileira". Outros acreditam que a ação coloca fim a um separatismo na Bahia.

A militante Ana Rosa Azevedo se diz totalmente a favor da iniciativa e afirma que é preciso avançar no sentido de por fim à segregação em outras áreas. "Sou negra, e acho essa decisão maravilhosa. Precisamos caminhar para a igualdade. Isso que o Ilê está fazendo é avançar no processo da igualdade racial. Agora, precisamos continuar avançando nessa discussão, para que em breve não sejam mais necessárias políticas de reparação", afirma.

A professora da Universidade Estadual da Bahia, Ceres Santos, vê a inovação com certa preocupação. "Ainda não parei para fazer uma avaliação mais aprofundada desse fato, mas posso dizer que não é algo que me agrade, não. Acho tudo muito estranho e preocupante. Não gosto dessa medida", diz.

O presidente do Ilê defende a decisão tomada pela diretoria do bloco. Diz que, ao contrário do que sempre foi atribuído à agremiação, o Ilê nunca pregou o separatismo. "Ao contrário, nosso objetivo sempre foi o de chamar a atenção para as injustiças contra os negros. Um exemplo de que não separamos é a forma como agimos em nosso projeto social, nunca discriminamos. Atendemos crianças brancas, loiras, negras, de todas as raças", afirma.

Os projetos sociais do Ilê funcionam na sede da entidade, no bairro da Liberdade, considerado um dos mais populosos de Salvador. Mais de 4.000 jovens pobres são atendidos pelos projetos de cunho cultural e educacional.

Santos não nega que a decisão também tenha um cunho comercial. "Colocar um bloco na rua representa custos elevados com toda a infraestrutura necessária. Muita gente tem vários produtos para o carnaval, o Ilê, até então tinha apenas dois: o bloco Ilê Aiyê e o camarote. Agora criamos o segundo bloco, que irá atender ao contingente de admiradores que sempre nos procuraram querendo desfilar", explica.

O novo bloco desfilará um único dia na Barra, com 2.000 foliões - metade dos associados do Ilê, que sai em três dias do Carnaval. O preço do abadá também é diferente: enquanto o do Ilê custa cerca de R$ 450,00, o do Eu Também Sou Ilê ficará entre R$ 120,00 e R$ 150,00.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Saudades de sua voz
A vida cotidiana de Odele e sua filha Flavia – em coma há quase 12 anos, desde que seu cabelo foi sugado pelo ralo de uma piscina
Eliane Brum (texto) e Marcelo Min (fotos)
Marcelo Min
DE AMOR E SILÊNCIOS
Odele não sabe se Flavia ouve suas palavras ou percebe seus carinhos. Para ela, cuidar é a melhor forma de amar
Quando Odele sonha com a filha, Flavia tem 10 anos. A menina de cabelos longos, encaracolados nas pontas, fala sem pausas. Gosta de partilhar seu dia, contar as aventuras na escola, tagarelar sobre o futuro precocemente dividido entre uma carreira de administradora e outra de modelo. Abraça e beija muito. Dança, canta e toca teclado. Sua voz povoa o sono da mãe. Quando Odele acorda, porém, o silêncio continua lá.
Deitada na cama do quarto ao lado, Flavia tem os olhos abertos. Não pode mais falar e, embora possa ver, Odele não sabe se vê. A menina calou-se aos 10 anos, quando seu cabelo foi sugado pelo ralo da piscina do edifício onde vivia, em São Paulo. Em dezembro, no mesmo dia do aniversário da mãe, fará 22. Há quase 12 anos, Odele só ouve a voz da filha em sonhos. Agora é a mãe que parece se afogar ao despertar submersa na ausência da filha. “Ela tinha voz de sino”, diz. É dessa voz de sino que Odele sente mais saudade.
Assim se inicia cada dia. E cada dia em que Flavia não acorda é uma perda para Odele. Quem vai imaginar que a voz da filha, que às vezes perturba com sua premência, será um dia a maior saudade da mãe? Que aquelas histórias de criança, contadas quando falta tempo à mãe, seriam pagas com metade de uma vida ou uma vida inteira, se a mãe soubesse que poderia perdê-las?
É uma existência de subtrações e de delicadezas, a dessas duas mulheres. Só faz sentido porque Odele conseguiu fazer da história de dor também uma narrativa de amor.
Flavia abre os olhos durante o dia e os fecha à noite. No coma vígil, os olhos são vigilantes apenas na aparência. Não há consciência da dor ou do prazer. Flavia não se move, mas se sobressalta com ruídos mínimos e esboça sinais de sofrimento. Para os médicos, são apenas reflexos involuntários. Mas como ter certeza sobre quanto ela percebe? Sentiria Flavia, de algum modo, a presença da mãe, o toque da mãe, o amor da mãe? São perguntas que Odele Souza se faz, aos 60 anos. E responde “sim” a todas elas. Como não?
Devastada pelo silêncio da filha, Odele criou uma voz para Flavia. Há três anos ela criou um blog chamado Flaviavivendoemcoma (flaviavivendoemcoma.blogspot.com). Não é um nome qualquer. Poderia ser Flaviaemcoma, mas Odele escolheu a palavra “vivendo” para colocar entre o nome da filha e o planeta inalcançável habitado por ela. Mesmo que não a alcance, para Odele sua filha vive. E, quando Flavia sorri, não é um reflexo involuntário.
Centenas de pessoas no Brasil, em Portugal, nos Estados Unidos, na Colômbia, em Moçambique e na Espanha testemunham a delicada tessitura dos dias de Flavia e de Odele pela internet. E preenchem com suas vozes virtuais as paredes reais da casa de silêncios onde vive a “princesa adormecida”. Pelo blog é construída a narrativa amorosa da perda cotidiana de uma mãe diante da ausência do corpo presente da filha. “Construí para minha filha uma vida de detalhes”, diz Odele.
Tempos antes de calar-se no fundo da piscina, de onde foi arrancada pelo irmão, quatro anos mais velho, Flavia soube que a mãe de uma amiga presenteou a filha que menstruava pela primeira vez com um buquê de rosas vermelhas. Pediu: “Mãe, você me dá flores quando eu ficar mocinha?”. Odele prometeu. Imóvel e silenciosa, Flavia virou mulher sobre a cama. Cresceu 12 centímetros. Menstruou em coma, aos 13 anos. A mãe colocou rosas vermelhas a sua cabeceira.
No Dia das Mães, é Odele quem escreve à filha. “Vejo você em sua cama hospitalar, mas não sei onde você está, por isso, como há um ano, estou te escrevendo uma carta neste Dia das Mães em que eu adoraria receber o teu abraço, o teu sorriso, o teu carinho, mas tenho de me contentar com tua presença imóvel e silenciosa. É como se você não estivesse aqui. E lamento muito, filha, por nestes anos todos não ter conseguido entender o mistério do estado de coma, lamento por não entender o que ocorreu em seu cérebro, para saber exatamente onde você se escondeu, um lugar aonde nunca consegui chegar para te falar e fazer entender que, esteja onde estiver, você não está só, e que estou sempre por perto a lhe proteger.”
Há quase 12 anos, por volta das 18h30 de 6 de janeiro de 1998, Odele escrevia no computador quando ouviu os gritos do filho mais velho. Pensou: “O Fernando vai incomodar os vizinhos”. Quando olhou pela janela do 8º andar, viu Flavia estendida no deque da piscina do condomínio. A filha tinha descido duas horas antes, de maiô preto, a toalha sobre um ombro, para brincar com o irmão e alguns amigos na piscina de 95 centímetros de profundidade. A menina tinha 1,50 metro. “Tchau, Mami, tô indo pra piscina”, disse. Foi sua última frase.
Odele desceu pelas escadas. Correndo. Quando alcançou Flavia, ela já não estava lá. Só abriria os olhos 16 dias depois. Nunca mais daria qualquer sinal de consciência.
Meses depois, Odele começou a buscar as causas no fundo da piscina. Dividia seu dia entre os cuidados com a filha no hospital e o posto de secretária executiva numa multinacional. Voltava para casa, vestia um maiô e mergulhava na piscina, em pleno inverno, com uma boneca de longos cabelos. Noite após noite, investigava o ralo. A perícia da Justiça deu razão à mãe: a bomba de sucção instalada pelo condomínio era potente demais para as dimensões da piscina. Odele levou o condomínio e a fabricante do equipamento ao banco dos réus.
Quando a filha completou oito meses de coma, Odele disse ao médico que a levaria para casa. Se Flavia pudesse sentir o cheiro da comida, ouvir a voz do irmão, o som dos chinelos da mãe no assoalho, quem sabe não acabaria por despertar? Nesse tempo, Odele sentia tanta dor que, palavras dela, se confundia com a dor. “Eu era uma dor ambulante”, diz. “Observava o ipê florindo-se de amarelo na janela e sentia raiva. Por que só minha filha não floresceria?”
Odele descobriu que o tempo da solidariedade passara. Não porque as pessoas se tornaram indiferentes, mas porque é difícil suportar uma dor que não acaba. “A dor da gente precisa deixar de ser ostensiva para que não nos tornemos insuportáveis para o outro”, diz. “Depois de dois anos, amigos passaram a atravessar a rua quando me viam. Não eram más pessoas, apenas não sabiam mais o que me dizer.”
Um ano depois do acidente, apareceram os primeiros laudos médicos. E a palavra que, ainda hoje, devasta Odele: irreversível. A mãe recusou-se a aceitar. Iniciou uma busca em que caiu em mãos de todo tipo. Escreveu a um lama do budismo tibetano. Peregrinou por igrejas de denominações variadas e centros espíritas. Passou por médiuns com apregoados poderes de cura e também por médicos que ofereciam tratamentos “revolucionários”. Todos lhe prometeram um milagre, no mesmo tom casual com que garantiriam o nascimento do sol no dia seguinte.
Ao levar a fotografia de Flavia a um médium que diz incorporar um famoso médico alemão, Odele ouviu: “Que menina bonita. Vamos tirá-la do coma”. Ela acreditou. Sempre acreditava. Passou seis meses atravessando a cidade para receber injeções espirituais na nuca. Da médica de uma universidade paulistana, ela escutou: “Em 15 sessões ela já vai dar sinais de retorno”. Não havia “talvez”, “quem sabe”. Só certeza.
A cada sessão, Flavia era espetada com cerca de 30 agulhas de acupuntura. A Odele, a médica pedia que fincasse uma agulha em cada dedo da mão e do pé de Flavia até que brotasse uma gota de sangue: “Energia negativa”. “Eu espetava chorando”, diz.
Quando as 15 sessões terminaram, a médica disse: “E se você parar agora e ela despertar na 18ª?”. Odele já tinha “e ses” demais em sua vida. “E se o prédio não tivesse piscina? E se eu tivesse ido com Flavia tomar sorvete naquela tarde? E se...?” Sem poder suportar mais um, ela seguiu com o tratamento. Um dia a médica provocou uma queimadura na pele de Flavia. Só quando queimou a menina pela segunda vez, Odele entendeu que era hora de parar. Havia sido a 54ª sessão.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Consciência Negra

Surpreende que a Bahia, estado cuja capital é a cidade não africana de maior população negra do mundo, não tenha ainda instituído o 20 de novembro como feriado, a exemplo de outras capitais brasileiras (cerca de 435 municípios brasileiros adotaram o feriado de 20 de novembro). Seria esse mais um sinal do racismo inerente a cultura baiana, já materializado (e fartamente noticiado) em racismo institucional mais de uma vez na história recente de nosso estado? A Bahia é um estado que se orgulha de suas raízes negras ou apenas busca capitalizar a influência africana na construção da cultura baiana cuidando de manter a grande população de negros que temos subjugados e à margem da sociedade? Seria a negação do feriado de Zumbi dos Palmares uma demonstração de lealdade ao mártir branco, Tiradentes?

IGOR MORENO

Lula oferece jantar baiano para líder palestino

Ambos se encontraram em Salvador na noite desta quinta-feira
Do R7
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, recebeu um jantar típico baiano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta quinta-feira, em Salvador.
Segundo Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, o encontro com Abbas servirá para o Brasil tentar convencer o líder palestino a continuar no poder por meio de uma candidatura à reeleição para as eleições de janeiro de 2010.
Já Abbas quer que o Brasil pressione Israel a parar com os assentamentos em territórios palestinos. Ele também tentará angariar o apoio brasileiro para o projeto de criação de um Estado palestino independente, segundo o embaixador da ANP no Brasil, Ibrahim Al Zeben.
lula e abbas
Crédito da foto: Ricardo Stuckert/Efe

terça-feira, 17 de novembro de 2009

AVENTUREIRO

Eu Sou aventureiro e você não merece isso
Eu to comprometido em me amarrar jamais
Aliás eu tenho medo de sofrer
Antes que seja tarde então
Vamos parar com isso
Não, Não tem outro jeito já que está ficando sério
É, quando um não quer dois nunca formam um casal
Eu to mal só de pensar que vai doer
Antes que seja tarde
Então vamos parar com isso
Eu nesse faz de conta
Meu coração desmonta
Teu coração padece
Isso me entristece
Teu corpo quer um ninho
E eu, só voar sozinho
Sem metade de nada
Sigo por essa estrada

É... o destino é quem vai saber depois (saber depois)
Se vamos viver sós
Ou pra nós dois ( ou pra nós dois)
Que o bom Deus lhe conceda amor e paz (amor e Paz)
Quem sabe eu volte um dia ou nunca mais...
O destino é quem vai saber depois (saber depois)
Se vamos viver sós
Ou pra nós dois ( ou pra nós dois)
Que o bom Deus lhe conceda amor e paz (amor e Paz)
Quem sabe eu volte um dia ou nunca mais...

Grupo revelação


APAGÃO DA VIDA

Ultimanente tem se falado muito em apagão no Brasil mais porque será , se existise um plano de previdencia privada eletrica ou um plano de saude para se garantir a energia nos dias de apagão com certeza a classe burguesa os politicos nem iam se preuculpar com o apagão eles teriam dinheiro para ter o plano e não ficariam sem energia, mais como isso não existe ainda eles estão preuculpados. O Brasil vive no apagão desde o ano de1500 quando Cabral chegou em porto seguro na Bahia, e assim se deu o descobrimento, pois desde aquela epoca ja vivemos no apagão o APAGÃO da falta de saúde muitos vidas se  apagam nas filas dos hospitais por falta de atendimento humanizado, muitas crianças e jovens tambem são apagados pela falta de educação por falta de empregos , por falta de oportunidade , mais e diferença e que essas vidas são apagadas pelo trafico de drogas. e não existe uma tomada para se acender depois

IGOR MORENO
CANTO DO MUNDO

Pr'esse canto do mundo
De onde é que ele virá
Do meu sonho profundo
Ou do fundo do mar

Com que voz cantará
Com que luz brilhará
Há de vir seja como for

Pr'esse canto do mundo
De onde virá o amor?

Nessa vida vazia
Por que tarda meu bem?
Uma imensa alegria
Que se guarda pra quem?

Seja um anjo do céu
Seja um monstro do mar
Venha num disco voador
Mas que saiba que é meu
No segundo que olhar
Pelo encanto maior

Pr'esse canto do mundo
Quando virá o amor?


Caetano Veloso

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SORTE

Na vida não basta ser bom , não basta ter anos de estudos , não basta ser competente , não basta ser o melhor, não basta querer agradar a todos , não basta ser um heroi um super homem, se não tiver uma palavrinha chamada SORTE ela não e para todos muitos a perseguem , mais poucos comseguem , se ela bater na sua porta um dia  não apenas convide para ela entra , mais sim para morar juntinho  com você

Igor Moreno

sábado, 7 de novembro de 2009

Porque o azul é azul
Porque o lilás é lilás
Por que o sim não é sul
Porque não, não é mais
Porque
Pra que definir o azul
Pra que definir o lilaz
Pra que destinguir sim de sul
Pra que igualar não e mais
Pra que
Será que um dia poderei saber
Porque, pra que, pra que, porque
Porque, pra que
Porque o azul é azul
Porque o lilaz é lilaz
Por que o sim não é sul
Porque não, não é mais
Porque
Pra que
Porque

igor moreno

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=wpZmrm5Fliw

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

AMOR MENDIGO


O amor, esse mendigo,
vive batendo à minha porta
e quer água para sua sede
e me leva as roupas do corpo.
Saciada sua fome,
satisfeito, sonolento,
o amor dobra a esquina
em busca de outro porto.
De tanto entregar, exaurida
percebo que o mendigo
levou tanto, levou tudo
deixando só o vazio,
levou minha própria vida.


AUTOR IGOR MORENO

4 novembro 2009

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Afinal, quem era aquele homem, meu Deus?

andarilho-1
Cuidado! As aparências enganam...
Essa é uma das mais belas histórias que vivenciei e que jamais esquecerei.
Era uma manhã de inverno no mês de julho, e se não me engano, o ano era 2003. Eu estava a caminho da emissora de rádio na cidade de Cordeirópolis (SP), onde fazia meu programa policial das 06h30 às 08h00 da manhã, quando vi na Rodovia Washington Luís um velho andarilho caminhando em meio à neblina que tomava conta do local. Chamou-me a atenção seu jeito. Ele parecia um velho guerreiro viking, daqueles da época medieval: tinha sacos plásticos por todo o corpo, sem dentes, um cabelo amarelado e pele nordestina. Como eu sempre andava com meu gravador portátil no carro, dei meia volta e fui atrás dele achando que ia gravar uma matéria sobre o frio e a vida dos andarilhos, coisa, aliás, que sempre fiz em minha carreira como radialista, sempre estive ao lado dos mais humildes.
Meu Deus, afinal quem era aquele homem?
Que essa história te traga algum aprendizado, assim como trouxe pra mim. Percebi que não sou nada, que tem muita gente melhor que eu… Inclusive aquele homem!
Ao me aproximar dele, senti sua energia, era algo que transcendia àquela imagem desgastada pela sua situação de andarilho, era algo mais, algo que meu coração começava a sentir. Ele não era apenas um andarilho, um pobre sem lenço e sem documento, era um filho de Deus, e que filho! Sem pedir, já desci do carro como sempre fazia, já com meu gravador ligado e falando “bem, ouvintes, estou aqui na rodovia perto de um homem…” e assim foi. Minha surpresa começou quando esse andarilho começou a falar. Como somos ignorantes de nós mesmos, achei que ele ia falar com aquele linguajar rasteiro, analfabeto.
Meu Deus quem era aquele homem? De repente ele me questiona com sua voz que me lembro, era fina e rápida: “Você veio aqui para falar do frio? Por que você não usa esse seu microfone para falar dessa economia ruim ou desse médico, o Shintcovsk? (pediatra que abusava de crianças na época), e continuou: “Na época de Juscelino eu tinha esperança e os gringos querendo mandar. O dólar, essa moeda estrangeira manda em você, em mim, e o Bush vem aí com tudo, né… E essa nossa dívida externa? O PIB precisa aumentar rapaz, se não a economia vai derrapar ainda mais, e para esse país ser nação vai demorar muito ainda, o povo não sabe a força que tem”. E finalizou me perguntando o que eu achava de tudo isso!
Enquanto ele falava, eu estava lá, absurdamente surpreso, paralisado com sua inteligência e interação, me vi como um aluno e ele como o professor. Como podia um andarilho se expressar daquele jeito, saber de tudo aquilo? Meu Deus, quem era aquele homem? Diante de quem eu estava? Quem era eu naquele momento?
Mesmo sendo um repórter experiente na época, fiquei mudo. E não pensem que ele parou. Me fez outra pergunta: “O que você acha deste ministro da economia? A ex-ministra Zélia, aquela que era casada com Chico Anísio, sabia que eu gostava dela, tinha pulso, pena que se vendeu para o Collor que agora sofreu o primeiro impeachment e se tornou uma vergonha, tá tudo errado”. Sobre o Lula ele falou também. “Quero ver agora o Lula, eu queria falar com ele, não sei se vão deixar ele governar não” concluiu.
Senti vergonha naquele momento. Por isso nunca devemos subestimar as pessoas, e infelizmente a roupa que vestimos ou a casa onde moramos é o que importa à sociedade. Quem é que olha essas fotos e diz que ele tem toda essa inteligência? Vai me responda, veja as fotos de novo e me responda!
Claro que não, somos cegos da moralidade, vivemos onde os pobres se tornaram invisíveis aos olhos de uma sociedade cada vez mais longe de Jesus. Frente a ele me perguntei: como esse homem sabe ler, falar deste jeito tão nobre diante de meu analfabetismo moral? Foi aí que ele me explicou…
Foi criado na roça, perdeu cedo a família e cursou apenas a metade do primeiro ano, depois disso nunca mais leu. Porém, quando decidiu seguir a vida de andarilho aprendeu a fugir do frio cobrindo-se com jornais. A curiosidade sobre o conteúdo do seu ‘cobertor de letras’ começou a despertar, e com a ajuda de frentistas e outros bons corações estradeiros, esse homem recomeçou a aprender a ler. “Isso já faz mais de 20 anos”, me revelou na época.
Em cada posto ou ponte que dorme, pede jornais e os lê para se interar com o que está acontecendo no mundo. Incrível, meu Deus, quem era aquele homem?
A essa altura da história, minha entrevista já nem era mais sobre o frio, que, aliás, eu já nem conseguia mais sentir. A entrevista então era sobre ele próprio, pois eu já sabia que estava em frente a um grande homem.
E gente, ele me dirigiu essas palavras: “Vocês, jornalistas, têm o dever da escrita, o dever de cobrar. Cobre do FHC, o pai do real; o que é melhor: socialismo ou capitalismo? Fala aí, repórter”. E sussurrou no meu ouvido, como é seu nome mesmo? Meu nome já não tinha importância, minha faculdade era pré-primário diante da dele, eu aluno, ele professor. Gravei mais de meia hora de entrevista, e prometo a vocês que vou achar a fita (áudio), pois meu arquivo radiofônico de 17 anos é grande, e vou colocar aqui para todos ouvirem. Ele me surpreendeu, sua inteligência era superior à minha, pois eu tive escola e ele não. Fiquei fascinado por aquele velho de pernas finas, cabelos amarelados e absurdamente capaz e envolvido em pensamentos que muitos jovens universitários sequer se esforçam a ter.
Vai me responda rápido, o que é capitalismo?
Quem era a ministra no período Collor?
O que é nação?
Perguntas aparentemente simples, mas confesso que nem eu lembrava naquele momento as respostas com exatidão, mas esse andarilho sabia, e sabia muito mais. Então, meus amores, cuidado, as aparências enganam! Quando virem alguém mal vestido, não deixem seus olhos julgarem, vejam com seus corações!
Os olhos da sociedade são cegos e ignorantes; já os olhos do homem que ainda é humano, esses sim enxergam mais do que uma conta bancária, não discrimina se você é rico ou pobre.
A vida não te pedirá nada disso, esqueça. O que vai valer mesmo é ter vivido suas boas ações; teu caixão não terá gaveta e depois de três meses ninguém mais vai lembrar do seu cadáver. Agora, do outro lado desta vida, muita coisa nos aguarda, pois a vida dará para você o que você dará a ela, lembre-se sempre. Falo tudo isso porque gosto demais de todos vocês que acompanham minhas histórias aqui e quero passar um pouco do que aprendi a todos, só isso.
A única diferença dos ricos são as privadas deles, que são de bordas quadradas, e as nossas redondas. Mas o que cai lá é igual, tudo igual. Então que aprendamos a nos respeitar, e este andarilho me ensinou isso meu caro internauta “geraldiano”.
andarilho-3
Quando acabou a entrevista, me senti pequeno diante de um grande cara que eu mal sabia quem era, e não sei até hoje. Aprendi com ele as seguintes regras básicas de um humano e sua sobrevivência:
- Regra um: tua gravata não te faz melhor que minha camiseta velha;
- Regra dois: tomar muito banho ou não, não vai me fazer deixar de caminhar, ando igual ou melhor que você e ainda não fico doente;
- Regra três: teu camarão, não é melhor que meu feijão que acabei de ganhar neste posto e
- Regra quatro: até para dormir você paga, eu não. Qualquer ponte me serve.
Ouvi tudo isso, e calei minha boca. Ele estava errado?
Terminei minha entrevista, ele me pediu dois reais para um café e eu dei. Sobre a água ele disse que não sentia falta: “Muita água no corpo, a doença chega” explicou. Na verdade eu não queria que ele fosse embora, queria tê-lo mais perto de mim, sentia uma energia linda vinda dele. O homem sem dentes, de sacos nas costas e de rosto sofrido foi ficando mais longe, e sumiu em meio à neblina daquele início de dia. E eu fui correndo para a rádio de Cordeiro e coloquei a matéria no ar, e é claro, os ouvintes não acreditaram no que ouviram.
Na semana seguinte eu e minha antiga produtora, a Lia Maura Rodriguês Sorg, a “fia” da Lauri, fomos viajar para tentar encontrar aquele homem. Rodei mais de 1.500 km com a foto dele e nada, e de posto em posto ninguém jamais tinha visto aquele homem.
Não quero aqui obrigar ninguém sentir o que meu coração sente até hoje, mas eu te pergunto: quem era aquele homem?
Eu já sei quem era…
O amor jamais te esquece.

autor GERALDO LUIZ

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Aparências

Márcio Greyck

Composição: Cury - Fatha
Quantos anos já vividos, revividos, simplesmente por viver
Quantos erros cometidos tantas vezes, repetidos por nós dois
Quantas lágrimas sentidas e choradas
Quase sempre às escondidas, pra nenhum dos dois saber
Quantas dúvidas deixadas no momento, pra se resolver depois
Quantas vezes nós fingimos alegria, sem o coração sorrir
Quantas vezes nós deitamos lado, tão somente pra dormir
Quantas frases foram ditas com palavras
Desgastadas pelo tempo, por não ter o que dizer
Quantas vezes nós dissemos eu te amo,
Pra tentar sobreviver
Aparências, nada mais,
Sustentaram nossas vidas
Que apesar de mal vividas têm ainda
Uma esperança de poder viver
Quem sabe resbuscando essas mentiras
E vendo onde a verdade se escondeu
Se encontre ainda alguma chance de juntar
Você, o amor e eu

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

 HOMENAGEM AO MEU PAI

DECADA DE 50 SALVADOR  BA, NASCEU JOSE CARLOS SILVA MORENO FILHO DE UMA FAMILIA HUMILDE  DE 10 IRMÃOS TEVE UMA INFANCIA E UMA ADOLENCIA SOFRIDA DECORRENTE AO PROBLEMA COM O ALCOOLISMO DO SEU PAI, QUE LEVOU A UMA GRANDE DESESTRUTURAÇÃO FAMILIAR , FAZENDO ELE COM 12 ANOS DE IDADE ASSUMIR O PAPEL DE PAI  DA FAMILIA E ALIMENTAR SUA MÃO E SEUS IRMÃOS NESSA ARDUA E SOFRIDA VIDA ELA DIVIDIA AS RESPONSABILIDADES COM SEU IRMÃO VALMIR  QUE NÃO AGUENTOU MAIS A VIDA DE SOFRIMENTO DE CATAR LIXO , MATAR PORCOS PARA GANHAR SOBRAS , SAIR COM TABULEIROS NA CABEÇAS VENDENDO QUEBRAQUEIJOS POR VARIOS KM EM SALVADOR E VARIAS OUTRAS COISAS   SEU IRMÃO O DEIXOU E FOI EMBORA COM UMA FAMILIA DE DESCONHECIDOS PARA O RIO DE JANEIRO  . E O DEIXOU SOZINHO, COM ESSA GRANDE MISSÃO, POR MUITAS VEZES PASSOU FOME POR NÃO TER O QUE COMER E PELO CANSAÇO QUE ERA TÃO GRANDE E POR MUITAS VEZES SUA MÃO COLOCAVA COMIDA EM SUA BOCA ENQUANDO DORMIA  ERA MUITA  CARGA PARA UMA CRIANÇA DE 12 ANOS NÃO FOI A VIDA QUE ELE ESCOLHEU MAIS A QUE LHE FOI EMPOSTA .
AO COMPLETAR 15 ANOS DE IDADE SEU PAI VENDEU TUDO QUE TINHA E LEVOU TODA PARA UMA ILHA NA REGIÃO SUL DA BAHIA QUE NEM LUZ TINHA ERA O FUTURO QUE ELE QUERIA PARA SEUS FILHOS SE TORNAREM PESCADOR. AS PORTAS DE UM FUTURO PROMISSOR SE JÁ ESTAVA DIFICIL COM ESSA ATITUDE DO SEU PAI SE TORNOU MAIS ESTREITA .
NESSA ILHA LOGO LOGO APRENDEU A PESCAR PARA SOBREVIVER E POR MUITAS VEZES SOFREU ALGUNS NAUFRAGIOS EM ALTO MAR. MAIS NÃO PODERIA MORRER POIS DEUS TINHA UM GRANDE PLANO NA SUA VIDA , MAIS ELE SABIA QUE AQUELA VIDA NÃO ERA PRA ELE POIS SEMPRE SONHOU COM UMA VIDA MELHOR .
COM A VENDA DOS PEIXES E MARISCO QUE ELA PESCAVA COMSEGUIU JUNTAR ALGUNS TROCADOS PEGOU UMA CANOA COM SUA MALA SE DESPEDIU DE SUA MÃE E FOI EMBUSCA DO SEU FUTURO CHEGOU DE CANOA NA ZONA MARITIMA DA CIDADE BAIXA EM SALVADOR , SEM NENHUMA PESPECTIVA DE EMPREGO DE NADA , AO CHEGAR NO BAR DE UM ESPANHOL NA CIDADE BAIXA PROXIMO AO SEGUNDO DISTRITO NAVAL PEDIU UM COPO DE CAFÉ PRETO E UM PÃO COM MANTEIGA POIS O DINHEIRO ERA POUCO E NÃO SABIA O QUE PODERIA ACONTECER NEM O QUE LHE ESPERAVA MAIS NA FRENTE , ATE PODERIA TER VIRADO MAIS UM MORADOR DE RUA . O ESPANHOL DONO DESSE BAR GOSTOU DELE E LHE OFERECEU UM EMPREGO E UMA MORADIA NO BAR , MAIS A VIDA NÃO ERA FACIL POIS ELE ACORDAVA TODOS OS DIAS 4 HORAS DA MANHÃ PARA FRITAR CAIXAS DE PEIXE , PASSAR MANTEIGA EM VARIOS PÃOS FRITAR VARIOS OVOS , E POR MUITAS VEZES FOI AGREDIDO COM PRATOS NA CARA PELO ESPANHOL DONO DO BAR , POR ESSE BAR FICAR NA ZONA DO BAIXO MERETRISSIMO NA ZONA BOEMIA DE SALVADOR CONVIVEU COM VARIOS TIPOS DE PESSOAS QUE VIVIAM A MARGEM DA SOCIEDADE ( LADRÕES , ASSASINOS , VICIADOS , PROSTITUTAS ) MAIS SEMPRE SOUBE O QUE QUERIA PARA SUA VIDA E NUNCA SE MISTURAR COM OS MESMOS , AO COMPLETAR 18 ANOS SE ALISTOU NA MARINHA DO BRASIL E SE  DESPEDIU DO ESPANHOL E FUI EM BUSCA DA SUBIDA DE MAIS UM DEGRAU PARA SEU FUTURO NA MARINHA APRENDEU A DIRIGIR E COMSEGUIU TER UMA PROFISSÃO A DE MOTORISTA AO SAIR DA MARINHA TRABALHOU COM MOTORISTA DE AMBULANCIA E DE MOTORISTA PARTICULAR DE UMA PESSOA QUE TALVEZ TENHA SIDO  A SUA PORTA PARA O SUCESSO ESSA PESSOA ERA UM DOS EXECUTIVOS DA COPENE, A MAIOR PETROQUIMICA DO NORDESTE BRASILEIRO QUE HOJE E A BRASQUEM A MAIOR PETROQUIMICA DA AMERICA LATINA . POR ANOS DE SERVIÇOS PRESTADOS A ESSA PESSOA E DE UMA CONDUTA MORAL , PROFISSIONAL , ETICA A ESSA PESSOA E POR NUNCA SE ACOMODAR NA VIDA SEMPRE BUSCANDO  ALGO DE MELHOR PARA VIVER O EXECUTICO LHE DEU UMA OPORTUNIDADE QUE ELE SEMPRE QUERIA , AO CHEGAR NA COPENE PARECIA QUE ELE TINHA ENTRADO NO CEU POIS SABIA QUE ERA A GRANDE OPORTUNIDADE DA SUA VIDA , TRABALHOU COMO AUXILIAR TECNICO E LOGO LOGO VEIO SUA GRANDE E ULTIMA OPORTUNIDADE ESTUDAR NA ESCOLA DE ENGENHARIA ELETROMECANICA DA BAHIA TUDO PAGO PELA EMPRESA NO QUAL FORAM ANOS DE DEDICAÇÃO E ESFORÇOS TRABALHAVA DURANTE O DIA E ESTUDAVA A NOITE, TERMINOU SEU CURSO E SE TORNOU REFERENCIA E ESPECIALISTA NA AREA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO  NO POLO PETROQUIMICO DE CAMAÇARI LOGO FOI CONVIDADO PARA ATUAR NA AREA DE CONSTRUÇÃO CIVIL PESADA NA ODEBRECHT EMPRESA DO MESMO GRUPO DA BRASKEM , VIAJOU PELA METADE DOS ESTADOS BRASILEIROS ONDE PASSOU SEMPRE FOI REFERENCIA DE PROFISSIONALISMO PELOS SEUS CONHECIMENTOS NA AREA QUE ATUAVA , MAIS FALTAVA  ALGO PARA SUA CARREIRA CONHECER O MERCADO INTERNACIONAL , LOGO LOGO RECEBEU O CONVITE DE UM DIRETOR DA EMPRESA QUE TINHA TRABALHADO COM ELE EM OUTROS PROJETOS E PRESCISAVA DE ALGUEM PARA SER RESPONSAVEL PELA SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO DA OBRA FOI MAIS UM  GRANDE DESFIOS QUE PASSOU PELA SUA VIDA TRABALHAR EM OUTRO PAIS COM OUTRA CULTURA COM OUTRA LINGUA MAIS ENCAROU E HOJE DIA 28/ 10 / 2009 ESTÁ LA CUMPRINDO MAIS ESSA MISSÃO NA SUA VIDA TALVEZ PODERA SER A ULTIMA , TALVEZ SEJA UM RECOMEÇO DE OUTRA CAREIRA MAIS PRA MIM MESMO LONGE ESSES ANOS TODOS POR CIRCUNSTANCIAS E DESAFIOS PESSOIS E PROFISSIONAIS , MESMO NÃO PODENDO ACOMPANHAR DE PERTO AS VARIAS FASES DA MINHA VIDA , MESMO OUVINDO POR DIVERSAS VEZES PESSOAS QUE FALAVAM AO SEU RESPEITO .

SEMPRE SERA MEU PAI

E NUNCA VOU TE ABONDONAR POR QUE TE AMO

AUTOR IGOR MORENO

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

NÃO TENHA MEDO SEGURE NA MINHA MÃO

NÃO TENHA MEDO, NÃO SEJA COVARDE SEGURE NA MINHA MÃO, AS ESCADAS PODEM SER LONGAS NÃO PRESCISA SE PREUCULPAR EM SUBIR CORRENDO PARA CHEGAR LOGO E PODER ABRIR A PORTA , VAMOS DA UM PASO DE CADA VEZ, SE ESTIVEMOS JUNTOS E UNIDOS PELO NOSSO AMOR TENHO CERTEZA QUE VAMOS COMSEGUIR , NÃO LIGUE E NÃO SE IMPORTE COM O QUE OS OSTROS FALAM, ELES SÃO APENAS MORTAS NÃO SABEM O QUE O AMOR,  NUNCA AMARAM DE VERADADE, SÃO PEQUENOS DEMAIS PARA COMPREENDER O QUE SE PASSA EM 2 CORAÇÕES QUE SE AMAM E QUE SOFREM PELO SILENCIO E PELO O APAGAR DAS LUZES , O SHOM DO AMOR NÃO PODE PARAR E UMA ESPETACULO UNICO , EM QUE SO EXISTE 2 ESPECTADORES E 2 ATORES, NÃO DESPERDIÇE A OPORTUNIDADE DE SER FELIZ NÃO SEJA COVARDE OLHE PARA O CEU , PEÇA UM GRITO DE SOCORRO POIS O NOSSO SOCORRO VEM DOS CEUS E DA TERRA .... VENHA SEGURE NA MINHA MÃO, NA VIDA SO SE AMA UMA VEZ

AUTOR IGOR MORENO

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Acabou...

Sinto o gosto amargo das lágrimas
Que teimam em rolar pela face.
Mágoas, tristezas, dores...

Gotas que registram o desabafo
Como manchas de sangue
De um coração despedaçado, machucado
Com feridas abertas, que queimam a alma.

Insônias, dias cinzentos, solidão...
Magoado pela falta exugerante de comunicação
Cansei de sonhar, implorar seu amor.
Chega! Basta !
Simplesmente acabou...

Agora a morte,
Alimentará minha pazzzz...

autor IGOR MORENO

O SILENCIO

O silencio acontece
De longe eu te vejo
O desejo me consome
Mas não posso mais
Tentar mais nada, pois
Tudo o que eu podia
Dizer ou fazer, eu fiz
Mas não fui acreditado

Agora distante lamento
Pois meu coração chora
A saudade bate forte
E os meus desejos embora
Aflorados eu preciso matá-los
Porque já não faço mais parte
Do mundo que te encanta
Ou que tem a sua atenção

Sim é triste este silencio,
Mas agora eu percebo que
Preciso vive-lo hoje, pois
Se não viste verdade em mim
Eu não posso compactuar
Com seus desatinos loucos
Pois te amei com tanta verdade
Mas preferiste ver o contrario

Que grande loucura eu vivo
A unica mulher que amei se foi
Sem palavras e me julgando
Sem saber o que me acontecia...
Tudo bem hoje vejo a fragilidade
Deste amor que eu vivi, por isto
Continuarei distante como puder
Para não voltar a dizer TE AMO.

AUTOR IGOR MORENO
HOMENAGEM EM VIDA A MINHA MÃE

Chorou naquela maca fria
Chorou ao me ver sorrir
Chorou ao meu primeiro passo
Sorriu quando disse a minha primeira palavra

Chorou comigo
Me deu abrigo
Não negou carinho
Me tirou do perigo

Chorou me vendo partir
Sorriu me vendo chegar
Pediu para eu não fazer
Me ajudou a concertar

Chorou quando errei
Sorriu ao me perdoar
Chorou quando eu disse minha última palavra...

pois com vc aprendi uma coisa muito importante que se chama generosidade, saber dividir o pouco com muitos, a não pensar so em si , a sonhar com dia melhores a se preuculpar com a dor do nosso semelhante,muitas vezes você me disse que desse mundo agente não leva nada pra que tanta soberba, pra que tanta ostentação, pra que se achar melhor do que os ostros.

Para nossa ultima viagem não iremos de avião, de carro importato, de lancha, não levaremos bagagem, dinheiro e nem cartão de credito , não levaremos se quer lembraças dos nossoa amigo da nossa falimia so levaremos uma unica coisa a certeza ou a duvida para onde iremos

autor igor moreno
DIAS DAS CRIANÇAS NÃO DIA DA DESIGUALDADE SIM

hoje e dias das crianças mais que crianças estamos falando, as que estão abandonadas a propria sorte , as que são privadas do direito de comer, estudar, de ter uma lazer, as que não sabem o nome do seu proprio pai, as que nunca tiveram infancia, as que foram geradas de uma relaçõa sem amor, e sem estrutura familiar, as que andam cerca de 10 kilometros para chegar a sala de aula.
No nosso pais não existe muito o que comemorar, hoje como todos o outros deveria se comemorar o dia da desigualdade , uma pais que a cada dia so existem espaços para os ricos e para os pobre, a classe media e uma raça em extinção, hoje e o dia do comercio eles sim são agraciados por uma minoria que faz girar a cadeia produtica e comercial mais de todos os males esse não e o pior pois garantem a sobrevivencia sazonal de sustento de varias familias.

Meu DEUS meu pai olha para essas crianças que serão os adultos de amanhã tenho medos que essas crianças sejam mais um exemplo de protagonistas da historia da vida real

autor IGOR MORENO

domingo, 11 de outubro de 2009

DEUS E AS RELIGIÕES EVANGELICAS

Quando cristo esteve nessa terra, ele não tinha nehuma religião pregou o amor a compaixão o perdão, com com o passar dos anos pequenos grupos, que hoje são grandes grupos dissimirarão a religião protestante os seja os evangelicos , o povo escolhido de DEUS seus filhos e não apenas suas criaturas. Mais o crecimentos desses grupos foi muito bom para pregação do evangelho no mundo , epesar deles serem subdividos em varias demoninações , por custumes e interpretações da palavra de Deus.

mais o que mais me entristece e a falta de união dessas sub religiões e comum Batistas contestarem o povo Adventistas pela guarda do sabado como dia santo, e os Adventistas comtestam usando o vesiculo da biblia onde relata que no sabado Deus descançou, Os assebleianos são atacados pela forma de suas vestese e pelos gritos em momentos de fogo do espirito santo. a igreja universal e atacada pelo apelo chamativo por dinheiros em seus cultos, mais o que mais deve entristecer DEUS e que esses conflitos eles são gerados pelo seu proprio povo pela comunidade evangelica . nosso DEUS e maior do que qualquer religião .

eu estou cansado de ver pessoas que não saem da igreja se dizem cristão , mais não e capaz de perdoar, não deixam o rancor e o resentimento de lado , vivem falando mal da vida dos irmãoes em cristo, em contra partida conheço pessoas que so vão a igreja aos domingos e são exatamente o contrario dessas outras atitudes, lembre se que não adianta esconder nada de DEUS ele sabe o que se passa em seu coração.

Não e pela intensidade que vamos para o ceu e sim pela sinceridade das nossas ações

quando me pergunatam qual e minha religião eu respondo , minha religião e jesus cristo mais entro em comunhão e congrego na igreja Batista

autor Igor Moreno
DIFERENÇA ENTRE AMOR E PAIXÃO

Paixão é euforia, amor é calmaria. Paixão é rápida, amor é duradouro. Paixão é súbita, amor é progressivo. Paixão é agressiva, amor é delicado. Paixão é vendaval, amor é brisa. Paixão destrói, amor constrói. Paixão vinga, amor perdoa. Paixão é doença, amor é saúde. Paixão é dor, amor é alívio. Paixão é dúvida, amor é certeza. Paixão é loucura, amor é cura. O amor faz a gente
querer ser mais, querer aprender mais para poder trocar com quem amamos novas lições de vida. O amor ajuda a superar dificuldades enquanto que a paixão cria obstáculos. A paixão é totalmente egocêntrica, passional, escandalosa. O amor é cuidadoso, atencioso e cúmplice. Ele nos faz acreditar que a felicidade não está nas mãos de outra pessoa e sim nas nossas mãos. Que só podemos ser felizes com alguém se conseguirmos ser felizes com nós mesmos.

O amor é aceitar que o outro tem defeitos, que somos diferentes, mas que podemos conviver com estas diferenças, pois o que atrai duas pessoas é exatamente o que um tem e o outro não. Há quem acredite que é necessário viver cegamente uma paixão já que as pessoas hoje em dia não se permitem mais sofrer. Mas quem disse que quem ama não sofre, não chora, não erra, não sente ciúmes e não se decepciona às vezes.

Apesar da paixão ter mais contras do que prós em relação ao amor ainda acho que não há vida sem um pouco de paixão. Portanto o melhor seria viver a vida apaixonadamente para que possamos ter um amor de verdade!!!

AUTOR IGOR MORENO

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

HOMENAGEM A BAHIA

Sumi...Para aumentar a saudade
Apareci para retribuir a felicidade
Gosto demais desse pedaço de chão
Sou marcado por teu amor no coração

Confesso que te adoro demais
Por teu perfil e carisma mil
Mesmo ausente, não te esqueço jamais
Musa do meu coração, musa do Brasil

Em tuas ruas de cores festivas
Do teu povo que é alegre conviva
Vejo nos rostos felizes e faceiros
O perfil de um povo brasileiro

Tudo em ti é grande demais
Palavra do teu filho amado
Sou de ti um valente soldado
Juro! Não te esquecerei jamais

AUTOR IGOR MORENO

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

SONHO ACORDADO

Hoje recebi uma ligação, me desejando um feliz final de semana!
De início fiquei surpresa,
pois há muito não ouvia aquela voz tão conhecida por mim…
Ao reconhecer quem estava do outro lado logo pensei:
“Meu Deus o que eu faço com esta voz desta homem maravilhosa
que sempre diz me amar e que eu teimo em não
acreditar por não me achar merecedora deste sentimento?
Responda por favor Deus, pois ele é tudo que sonhei ter ao meu lado,
mesmo que seja só para matar a vontade e depois morrer,
já terá valido a pena esperar toda uma vida!”
De repente uma outra voz me disse:
” Acorda, sua realidade é outra, pare de sonhar com o impossível
este amor nunca foi e muito menos será seu…
Ele pertence a um outro mundo, viva sem ele e seja feliz!”
Era a voz da minha consciência trazendo-me de volta à minha realidade!
Nesta horas sinto o quanto, que o oposto da emoção é a razão,
apesar de caminharem sempre lado a lado, nunca se encontrarão!
Esta inconveniente razão sempre está certa, mas
dentro do meu coração vive esta gostosa emoção…
Que me faz fantasiar e sonhar com momentos inesquecíveis…
mesmo sabendo que são impossíveis!


autor igor moreno 02/ 10/ 09 - 2 : 30 da madrugada
Caminhos sem fim

Caminhei entre alamedas, becos, cantinhos, procurando algo que perdi, algo que se foi… Coração cansado…

Nesta busca que parece infinita colho as lembranças de um tempo onde as estrelas tinham mais luz, minhas noites eram de luar, o nascer dos dias de esperannça…

Quando olhava para o lado, ali você estava, me fazendo acreditar no amanhã, dando-me as forças que tinham sido roubadas.

Ah tempos estes de doce amor, de noites que se misturavam a dias e tardes de amor selvagem, entrega de corpos entrelace de almas…

Agora, sem você, nesta procura de poder descobrir onde estarão minhas forças perdidas, descubro que vivia ao lado de uma miragem…

Neste caminhar que se faz fardo pesado, encontro de zumbis, noites frias, madrugadas tenebrosas, uma busca exagerada, voltas meio ao nada, a alma exausta, a descrença tomando conta de meu ser…

A lagrima, única companheira, o olhar diante do mar que toma conta de meu ser fazendo viajar entre tempos passados…

Lembranças doces, outras amargas volta ao habitar o espelho, a minha espera, a marca do tempo na face, ao redor, cheiro de solidão, pálpebras pesadas…

Fecham-se os olhos, entrega ao sono sem sonhos…

Afinal onde está o que perdi?

Quem sabe um dia abra os olhos e possa enfim encontrar

A poesia se expressa em mim em momentos de dor todo poeta e um sofredor

autor igor moreno--- essa comseguir termna hoje 03/ 09/ 10 - 15: 30 da tarde

AMOR A BEIRA MAR

Sentada na areia olho a imensidão do mar,
Ondas arrebentam revoltas e cadenciadas,
Maravilhada fico em silêncio a pensar
Nos sentimentos que navegam por estas águas…
Fico então a divagar nesta magia,
A saudade invade em forma de desejos,
Recordo aquela noite de luar cheia de fantasia,
Onde por varias vezes em frente ao mar nos amamos…
É doce amar no mar,
Pela areia branca rolar,
Sentir a brisa a nos envolver,
E em teus braços para sempre viver…

AUTOR IGOR MORENO

visão poetica do mundo

A poesia desconhece raças, credos ou cores, pois é hino universal. Letra de todos os homens, fogo de todas as dores. Luta contra os abismos, ciladas do mundo, e permanece enquanto houver esperança por dias de sol.

Poesia dos apaixonados, dos descamisados, dos fracos e dos sensíveis. Bússola na direção do amor e do perdão. Arte da palavra que percorre guerras, desafia falsos, com a fé se encontra e com a paz se abraça